3 dicas para você acertar na escolha da carreira

Sobre carreira, sempre nos perguntam: “O que você vai ser quando crescer?”

Quando crianças, pensar na profissão que queremos seguir é sempre uma brincadeira. A criança pode tudo: ser aeromoça, palhaço de circo, bombeiro; basta imaginação para inventar a próxima brincadeira. Mas a infância passa, vem a adolescência e, um dia, você vai ter que pensar seriamente no que vai fazer o resto da vida.

É pensando nessa fase da vida que escreverei os meus próximos posts aqui no Curseduca. Nesse primeiro momento, conversaremos um pouco sobre escolha da carreira; nos próximos posts, falaremos também de mudança de rumo (para você que está pensando em mudar de área), sobre sucesso profissional (afinal, o que é sucesso? É só dinheiro?) e sobre as tendências do mercado de trabalho, inclusive detalhando algumas das áreas mais procuradas ultimamente – saúde/bem estar, indústria do petróleo e segurança do trabalho.

Escolher a carreira que se pretende seguir não é coisa fácil; afinal de contas, a maioria de nós passa pelo menos 8 horas diárias no trabalho – seria melhor fazer algo que nos agrada, não é mesmo? Mas como, afinal, fazer essa escolha com segurança?

1. “Conhece-te a ti mesmo”

Não dá nem para começar a tomar uma decisão como essa se você não analisar de forma objetiva a sua própria personalidade. Não vale a pena prestar vestibular para Relações Públicas se você é super tímido e prefere trabalhar sozinho, por exemplo. Nem para Educação Física se você está mais para o tipo sedentário. Levar em consideração o que você gosta de fazer, as matérias que preferia estudar na escola, os seus hobbies e também aquilo de que você não gosta é fundamental para se dar bem nessa escolha.

Parece fácil, mas não é nada simples ser objetivo com relação a nós mesmos. Muitas vezes temos uma visão idealizada a nosso respeito – mais como nós gostaríamos de ser do que como somos realmente – e, ainda mais comum, uma visão deturpada, que nos leva a crer que não temos qualidades que, para os outros, estão evidentes.

2. Liste seus pontos fracos e seus pontos fortes

Nesta hora, pode ajudar trabalhar com listas: em uma delas você pode colocar o que gosta de fazer em seu tempo livre; em outra, o que não gosta. Pense também no que é importante pra você: reconhecimento? Status? Ajudar as pessoas? Outras características também tem que ser levadas em consideração. Por exemplo: você trabalha bem sob pressão ou precisa de tempo para desenvolver seu melhor trabalho? Gosta de viajar e de ausência de rotina ou prefere saber exatamente o que vai fazer durante o dia? São respostas que podem lhe guiar na escolha da sua profissão.

Se você sentir que precisa de ajuda para fazer essa análise pode procurar uma orientação profissional. Feita por psicólogos especializados, em grupo ou individual, a orientação vocacional pode te fazer perceber alguns aspectos de sua personalidade que podem ter passado despercebidos.

A título de curiosidade, você encontra, na internet, testes vocacionais dos mais variados. Não substituem uma orientação vocacional feita com um profissional, é claro, mas podem dar algumas pistas para você responder àquelas perguntas fundamentais. Mas não tome o resultado de um teste como esse como uma sentença definitiva, e sim como mais uma pista em busca do autoconhecimento.

3. Busque informações a respeito do dia a dia do profissional

Mesmo depois de identificar o que faz a sua cabeça, pode ser difícil decidir qual curso fazer, diante das infinitas opções que as universidades oferecem atualmente. Afinal, você descobriu que quer trabalhar com alimentos (por exemplo). Mas qual curso escolher: Engenharia de Alimentos ou Nutrição?

Nesse caso, buscar informações sobre o dia a dia do profissional pode ajudar na decisão. Pesquisando o caso acima, descobrimos que o Engenheiro de Alimentos trabalha mais na indústria, desenvolvendo produtos, e o nutricionista atua junto às pessoas, às vezes em hospitais, outras em consultórios particulares, e até mesmo com equipes de atletas, por exemplo. Ou seja: apesar de a “matéria-prima” do trabalho ser a mesma, a rotina e o objetivo profissional são essencialmente diferentes. Nesse sentido, uma boa pesquisa pode ajudar você a encontrar o rumo certo.

Onde pesquisar? A maioria das universidades tem guias que explicam um pouco dos cursos (e profissões) que eles oferecem – vale a pena procurá-los. Você pode, também conversar com profissionais da área que pretende seguir, para ter uma ideia real do que esperar do dia a dia daquela profissão. É bom saber o que te espera depois da formatura, para não correr o risco de se frustrar lá na frente.

Munido de informações, fica mais fácil acertar na escolha da sua carreira. Mas, e se não der certo? E se eu não gostar do curso que eu escolhi?

Bom, se você não estiver satisfeito… mude! Nada é tão definitivo que não possa ser mudado, e há muitos exemplos de profissionais bem sucedidos que começaram a vida profissional em outra profissão. Mas isso é assunto para outro post… até lá!

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