EaD: o cenário do Ensino a Distância no Brasil

Apesar do crescimento iminente nos últimos anos, o Ensino a Distânica (EaD) já existe no Brasil há mais de 100 anos. De cursos de datilografia por correio, passando por rádios educativas e cursos pré-vestibular televisionados, chegamos à era da educação on demand. Pela internet, é possível cursar uma faculdade, reciclar-se profissionalmente, buscar uma nova carreira, aprender um novo hobby ou resolver problemas do dia-a-dia. O EaD vem crescendo tanto que, atualmente, configura como um mercado promissor.

O grande diferencial do EaD está em sua flexibilidade, manifestada em várias instâncias. Por exemplo, num curso presencial de faculdade é comum que a turma seja formada por adolescentes e jovens adultos, saídos do ensino médio, inexperientes profissionalmente. Já nas salas virtuais, os estudantes (ou aprendizes) são muito mais heterogêneos; é comum encontrar-se jovens e pessoas mais velhas, com os mais variados objetivos.

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Nesse ambiente, os aprendizes não são determinados pela idade, localização geográfica, (falta de) tempo e demais obstáculos. O modelo EaD fortalece a ideia de ‘aprendizagem ao longo da vida’ (life-long learning) e as melhorias da sua aplicação podem ser observadas, não só no final do curso, mas no dia-a-dia das pessoas.

O cenário EaD hoje

Em matéria publicada no site da revista Exame, em 2014, previa-se que o número de alunos EaD deveria dobrar nos próximos 5 anos. O modelo é visto como uma maneira de expansão para as instituições educacionais tradicionais, que ao mesmo tempo em que oferecem cursos presenciais, podem atingir um público maior e mais diverso por meio de cursos e disciplinas ministradas online. Há dois anos, cerca de 25% das matrículas do ensino superior eram para o ensino a distância. E a previsão é que esse número suba para 40-45% nos próximos 3 anos.

A expectativa desse crescimento acelerado se baseia, principalmente, na popularização da banda larga e no advento de uma nova geração de jovens nascidos num ambiente completamente digital. Os millennials, que agora predominam no mercado de trabalho, abrem espaço nas escolas e faculdades para adolescentes e jovens que têm contato com a internet desde que nasceram. Ou seja, essa nova geração tem uma tendência maior de adesão ao EaD.

Dados publicados recentemente no relatório da Docebo, E-learning Market Trends and Forecast 2014/2016, mencionam o Brasil como um mercado em crescimento no que diz respeito ao EaD, sendo o país que cresce de maneira mais acelerada na América Latina: uma média de 21,5% ao ano. A título de comparação, na Colômbia esse crescimento foi de 18,6%; na Bolívia, de 17,8%; e no Chile, de 14,4%.

Mercado EaD

Mercado EaD

Segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), em 2014, 74% das matrículas em EaD no Brasil foram feitas em cursos livres, o que demonstra que o ensino online foge cada vez mais aos modelos tradicionais de educação. Hoje, o aprendiz escolhe o que quer aprender e quem vai ensiná-lo. É um modelo muito menos imposto e muito mais livre.

Essa realidade faz com o EaD se torne uma verdadeira oportunidade de negócio, levando muitas pessoas e empresas a investirem na produção de cursos online de diferentes formatos e que abordem as mais diversas áreas do conhecimento. Com a educação a distância, o processo de aprendizagem se torna mais dinâmico e interativo, além de mais barato e adaptável à realidade de quem não tem tempo e dinheiro para frequentar um curso presencial.

Além disso, as tecnologias voltadas à educação estão avançando de tal modo que o EaD é visto cada vez menos como uma “alternativa mais em conta” e se torna a primeira opção de aquisição de conhecimento para muitas pessoas. Dados do Censo EaD 2014/2015, que analisou 226 instituições exclusivamente formadoras e outras 15 formadoras e fornecedoras, comprovam que o mercado EaD está e estará em franca expansão no Brasil nos próximos anos.

Por exemplo, em 2014, foram oferecidos mais de 25 mil cursos EaD, dos quais, quase 80% eram classificados como cursos livres (corporativos ou não corporativos). Isso mostra o grande interesse do público que tem interesse em aprender em ter acesso a um conteúdo personalizado e mais prático, tendo em vista que os cursos regulamentados semipresenciais ou exclusivamente a distância somaram pouco mais de 20%.  O documento revela, ainda, que as áreas de maior investimento no mercado EaD são em cursos de Tecnologia e Inovação, Desenvolvimento Pessoal, Marketing e Conteúdo.

 

Em conclusão, é possível notar que ainda há muito espaço para o desenvolvimento do EaD no Brasil. Nesse mesmo passo, uma nova geração – muito mais ativa no ambiente da aprendizagem interativa e virtual – começa a entrar no período de educação voltada para a carreira. Todas essas tendências convergem para a consolidação de uma oportunidade de negócios promissora.

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