Como agir diante do desemprego

Há cerca de um ano uma palavra se tornou dolorosamente comum entre nós brasileiros. Esta palavra é crise. Não é segredo que o Brasil vive um momento de crise econômica e política. E, junto com a alta do dólar e todos os outros problemas trazidos por esta crise, uma outra palavra se tornou comum para muitas pessoas: desemprego.

Estar e/ou tornar-se desempregado não é nada fácil. Por várias razões. A primeira e mais óbvia delas é que sem  emprego perdemos a habilidade de nos sustentar. Outra razão, e talvez uma das mais válidas, é que muitas pessoas encontram as suas identidades em seus empregos. Logo, quando elas perdem seus empregos, perdem também parte de suas identidades. Pense bem, quando você conhece alguém novo, “O que você faz da vida?” é uma das primeiras perguntas a surgir na conversa. Portanto, se você não trabalha, o que você faz da vida? Nada?

Neste artigo, apresentamos sete sugestões de como agir diante do desemprego.

1. Não se faça de vítima

Nada mais natural do que entrar numa bad logo depois de perder um emprego. Não há nada de errado nisso. Acredite, passar alguns dias sem sair do pijama e fazendo maratona de seriados no Netflix faz parte do processo. No entanto, isso não resolve os seus problemas. Colocar a culpa no mundo e se convencer de que foi injustiçado é um bom mecanismo de defesa, mas se você não lidar com isso logo, pode entrar num estágio depressivo. Lembre-se que, inevitavelmente, o tempo continua passando e, com ele, novas oportunidades de trabalho virão. Mas, você tem que estar atento para não perdê-las de vista. Se fazer de vítima por muito tempo só vai agravar o estágio depressivo do desemprego. Tente encontrar motivação para correr atrás do próximo emprego o mais rápido possível.

2. Reflita sobre a sua carreira

Apesar de ser uma reavaliação que você não esperava fazer no momento, ser dispensado de um emprego é uma ótima oportunidade para refletir sobre os rumos da sua carreira. Era isso o que você queria quando entrou na faculdade? E quando saiu? Sua carreira seguiu um caminho completamente diferente do que você planejou? Seu trabalho contribui para melhorar a sociedade? Você está feliz com esse caminho ou gostaria de fazer mudanças? Faça essas perguntas para você mesmo e decida se quer continuar atuando da mesma maneira no mercado ou se precisa reavaliar o seu próximo passo profissional.

3. Atualize seu currículo

Atualize seu currículo

Isso vale, principalmente, se você esteve no mesmo emprego por muito tempo. Para se candidatar a novas vagas você deverá atualizar o seu currículo e mantê-lo sempre em dia.

4. Recorra à sua rede de contatos

Não importa se você está no mercado há algum tempo ou se acabou de sair da faculdade, é provável que você tenha uma rede de contatos, por menor que seja: colegas, professores, clientes, amigos, mentores etc. Por mais que alguns tentem nos provar o contrário todos os dias, a ordem natural das coisas é que “pessoas gostam de ajudar pessoas”. Entre em contato com a sua rede, mande e-mails explicando o que aconteceu no seu último emprego, descreva o tipo de trabalho que você procura, bem como seus pontos fortes como profissional e anexe o seu currículo atualizado. É provável que algumas indicações para processos seletivos ou mesmo “leads” para outros contatos surgirão dali. Outra opção, também muito válida, é recorrer às redes sociais. O Facebook e, principalmente, o LinkedIn são bem eficazes para contatos profissionais.

5. Trabalhe como freelancer

O fato de não ter um emprego fixo não impede que você trabalhe. As contas continuam a chegar e você tem que se virar de alguma forma. Fazer trabalhos como freelancer é uma ótima maneira de ganhar uma grana enquanto a situação não melhora. Analise bem as suas habilidades profissionais e veja o que você pode fazer temporariamente, enquanto procura um emprego fixo. Hoje em dia, há muitas oportunidades para freelancers online.

6. Leia, estude, melhore

desemprego

Se você não tem que trabalhar das 8h às 18h, tem muito tempo livre nas mãos. Use-o com sabedoria. Aproveite para desenvolver novas competências e habilidades com cursos online ou presenciais, participar de congressos e eventos, melhorar o seu conhecimento e/ou a sua abordagem em relação à vida. Em vez de ficar sentado procurando um culpado para os seus problemas, seja proativo. Você pode se dedicar tanto às suas habilidades profissionais (ler um livro sobre a sua indústria ou fazer um curso para aperfeiçoar algum aspecto da sua profissão) quanto à sua qualidade de vida (desenvolver um hábito de meditação, fazer exercícios, aprender a cozinhar etc).

7. Faça trabalho voluntário

Cuidar de outras pessoas ou causas não vai pagar as suas contas. Mas, com certeza vai colocar os seus problemas em perspectiva. Fazer trabalho voluntário significa, na grande maioria dos casos, ajudar aqueles que têm problemas maiores e mais sérios que os seus. Se dedicar a esse tipo de trabalho fará com que você se sinta útil para a sociedade e ajudará a prevenir o sentimento depressivo do desemprego. Além disso, o contato com outros voluntários pode ser o primeiro passo para que você consiga um novo emprego – lembra da rede de contatos? –. Então, todo mundo sai ganhando.

Você tem alguma sugestão sobre como lidar com o desemprego? Compartilhe a sua experiência nos comentários e complete a nossa lista.

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