Como a tecnologia pode afetar a sua produtividade

A cada dia que passa, a tecnologia dá um novo passo. E muitos desses passos vêm transformando a maneira como lidamos com a produtividade. A tecnologia mudou a nossa maneira de trabalhar, estudar, nos concentrar, exercitar, cozinhar e, até, nos divertir. Essas mudanças não parecem muito grandes para quem está vivendo-as dia após dia, mas a verdade é que, num passado não muito distante, as coisas eram bem diferentes. E, provavelmente, também o serão num futuro quase imediato.

Posicionando foco em como a tecnologia afeta o ser humano no ambiente de trabalho, o impacto na maneira como os negócios funcionam e como o trabalhador encara seu dia-a-dia têm sido expressivo. Analisando a situação de maneira objetiva, esses avanços tecnológicos trazem muitos benefícios para o mundo dos negócios. No entanto, trazem também muitas distrações.

Neste artigo, vamos analisar como a tecnologia interfere – negativa e positivamente – na produtividade das pessoas.

O que dizem os dados

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Crédito da imagem: RC Cipriano | StockSnap

Recentemente, uma empresa americana publicou um relatório no qual investigou como a tecnologia influencia a produtividade dos funcionários. No documento constam algumas mudanças de comportamento no universo profissional de muitos. Por exemplo, o aumento da conectividade entre os funcionários de uma empresa e o crescente número de pessoas trabalhando remotamente.

Com o crescimento da tecnologia móvel, 72% das pessoas usam (ou já usaram) seus celulares pessoais para lidar com questões de trabalho. Além disso, 49% dos trabalhadores entrevistados acham que é “ok” fazer outras coisas durante uma reunião. Ao mesmo tempo, 47% deles consideram o fato de seus colegas estarem distraídos ser um grande problema em reuniões.

Em se tratando de quesões de gênero, o relatório indica que homens (36%) se destraem mais mandando mensagens de texto que mulheres (25%) e, também, e-mails (27% dos homens e 17% das mulheres). Paralelamente, em relação à idade, millennials apresentam 73% a mais de chances de fazer algo não-relacionado ao trabalho durante uma videoconferência. Millennials também são 45% mais propensos a checar seus telefones durante uma reunião.

Segundo o estudo, um local de trabalho com distrações pode (e, provavelmente, vai) criar funcionários distraídos. Tais distrações podem ser resultado de poluição sonora, má qualidade do conteúdo das reuniões e alta frequência das mesmas. 64% dos trabalhadores entrevistados afirmaram preferir reuniões pessoais às feitas via vídeo ou telefone. No entanto, uma média de 4,73 mensagens, emails ou snapchats são enviados durante uma reunião presencial.

Na tentativa de evitar que as distrações do mundo moderno prejudiquem a performance de seus funcionários, as empresas têm adotado algumas medidas:

  • 27% dos negócios bloqueia o acesso a alguns sites;
  • 24% oferecem a opção de trabalhar de casa;
  • 19% baniram celulares;
  • 15% têm dias sem reunião;
  • 21% têm “horas de silêncio”;
  • 15% usam ferramentas de produtividade.

Confira o infográfico resultante da pesquisa (em inglês), abaixo:

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O outro lado da moeda

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Em artigo da Inc. publicado no ano passado, o economista comportamental Colin Lewis, que presta consultoria em robótica e Inteligência Artificial (A.I., na sigla em inglês), defendeu a ideia de que avanços nessas áreas do conhecimento trarão significantes mudanças na maneira como gerimos o nosso tempo.

Algumas mudanças já são palpáveis, como a Siri – a assistente pessoal ativada por voz da Apple – e o Google Now – serviço que funciona no background dos aparelhos da empresa organizando informações automaticamente e oferecendo sugestões e lembretes aos usuários. Segundo Lewis, as novas tecnologias têm “capacidade de aprendizagem” (por isso são exemplares de A.I.). Portanto, se usadas com frenquência, elas apresentarão melhores performances.

O cientista explica que pessoas precisam de “gratificação instantânea”, ou seja, estamos sempre em busca de recompensas imediatas. Logo, para aderirmos a um novo app ou ferramenta, precisamos receber algo em troca. Por exemplo, quando a Siri ou o Google lhe avisam que há muito trânsito no caminho para o aeroporto e você deveria sair mais cedo para não perder o seu voo.

Lewis acredita que no futuro, os gadgets serão eficazes ao ponto de debater com o usuário a respeito dos compromissos marcados na agenda, dando hipóteses sobre a importância de cada um. Nessa perspectiva, a tecnologia nos permite que esses gadgets realizem tarefas que, de outra maneira, estariam nas nossas to do lists. Podemos, então, usar o tempo que gastaríamos nessas tarefas para fazer coisas que realmente gostamos de fazer.

Mais produtividade

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Tecnologia é a maneira como uma comunidade (empresa, cidade, país etc.) entende o funcionamento do mundo e das coisas ao redor. Pensando assim, é notável que vivemos um momento de transição no qual a maneira como o mundo e as coisas funcionam estão em constante transformação. Essa transformação é visível porque, hoje em dia, ela acontece de maneira muito rápida.

O iPhone chegou ao mercado há apenas 8 anos e hoje já existem milhares de pessoas usando a Siri para manterem suas vidas em ordem. Se compararmos esse prazo a quantidade de anos que levou para que milhares de pessoas tivessem acesso ao telefone, dá para perceber como tudo move mais rápido nos dias atuais. Ao mesmo tempo, millennials são rotulados por terem dificuldade para se concentrar em uma única tarefa. Isso mostra que as pessoas se concentravam melhor quando não tinham tanta informação ao alcance da mão.

Há, realmente, dois lados da mesma moeda. A tecnologia está avançando e novas maneiras de aumentar a produtividade estão sendo criadas e aperfeiçoadas todos os dias. No entanto, precisamos ser educados/treinados para aprender a usufruir dessas ferramentas.

No final das contas, é uma questão de equilíbrio. A tecnologia existe e avança no sentido de tornar a vida mais confortável e as pessoas mais eficientes. Por isso, ao mesmo tempo em que precisamos dela, temos que saber vencer as distrações que ela nos impõe. A tecnologia não vai deixar de evoluir. É, então, nosso dever – como seres que se adaptam ao seu ambiente – conviver com ela e tirar proveito das vantagens que ela traz para o nosso dia-a-dia da maneira mais saudável e enriquecedora possível.

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