E-learning: o impacto dos cursos on-line no Brasil

Ao longo dos últimos 20 anos, grandes mudanças têm se tornado realidade graças à democratização da internet e o e-learning faz parte desse cenário. Atualmente, vivemos a era da “internet das coisas”, e o hábito de realizar atividades cotidianas online é cada vez mais presente no nosso dia-a-dia. Entre pagar contas, fazer compras, ir ao cinema e assistir televisão (vide Netflix) etc., em breve será comum para nós brasileiros – como já é comum para uma considerável quantidade de pessoas ao redor do mundo – termos a cafeteira conectada ao despertador e as luzes da garagem conectadas ao GPS do carro.

Naturalmente, estas mudanças também se fazem presente na maneira como consumimos conhecimento e, consequentemente, em como aprendemos coisas novas e nos especializamos. Segundo dados do IBGE, em 2014 o Brasil atingiu a marca de 86,7 milhões de pessoas conectadas, o que significa que mais da metade da população brasileira têm acesso à internet.

O que é e-learning?

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Do ponto de vista econômico, este acesso crescente provoca, também, um crescimento na demanda da educação. A ideia de termos acesso a uma quantidade inimaginável de conhecimento e de podermos nos comunicar instantaneamente com qualquer pessoa ao redor do mundo proporciona duas grandes “evoluções” ao modo como selecionamos e interagimos com o conteúdo que queremos/precisamos aprender.

Se há 20 anos era necessário fazer um curso presencial, comprar livros e apostilas e ter um raio de interação que ficava inserido nos limites de uma sala de aula, hoje com a ascensão do e-learning é possível assistir aulas de qualquer dispositivo móvel e de qualquer lugar do mundo, com materiais mais interativos e trocar experiências de aprendizado com pessoas ao redor do globo. Basta uma conexão com a internet.

Nos dias de hoje, recorremos à rede – sites, blogs, fóruns, redes sociais, aplicativos etc – para sanar, basicamente, qualquer dúvida e resolver qualquer problema. Buscamos receitas, telefones e endereços de lugares que precisamos ir, dicas de saúde e fitness, amigos de infância que não temos mais contato, roteiros de viagem. Enfim, não há limites.

Nessa perspectiva, a ideia de fazer da internet um espaço de aprendizagem organizado e didático é muito interessante. Como colocamos no artigo Aprendizagem online é a educação do futuro?”, há uma série de pontos positivos que englobam a disseminação da educação online. Entre eles estão: a interatividade entre estudantes e professores, a disponibilidade constante dos cursos, o baixo preço de produção e distribuição, a variedade e praticidade na hora do estudante escolher os cursos que lhe interessam e a flexibilidade do aluno em poder estudar no seu próprio ritmo.

Com tantos benefícios a serem aproveitados, é necessário que esse novo ambiente de aprendizagem online ofereça estrutura. É preciso ensinar esse novo estudante a consumir esses conteúdos de forma eficiente para que ele aprenda. E é essa estruturação, denominada e-learning, que faz com que cada vez mais pessoas apostem no consumo de cursos online como uma maneira de acelerar ou catalisar o aprendizado.

Mercado de trabalho

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Consequentemente, essa mudança no status quo da educação se manifesta, também, no mercado de trabalho. Com um crescente número de pessoas focando sua formação profissional no e-learning, chegam ao mercado profissionais cada vez mais independentes, com um mindset cada vez mais empreendedor e proativo. Nesse sentido, há uma série de novas profissões surgindo e outras que vêm se adaptando aos modelos de negócio da internet.

 

E você? O que pensa sobre essas mudanças que vem ocorrendo na educação e no mercado de trabalho? Já fez ou pensou em fazer um curso online? Compartilhe suas ideias nos comentários!

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