O poder das mídias sociais na busca por empregos

Estamos na era digital. E uma de suas características é que nunca foi tão fácil estar apto a participar de processos seletivos para vagas de emprego. Hoje em dia, muitas empresas e recrutadores recorrem à internet para procurar novos talentos e funcionários que correspondam às suas visões de mercado. A cada dia, muitas oportunidades são divulgadas em anúncios online e nas próprias mídias sociais, gerando uma alta quantidade de currículos enviados a tais empregadores.

No entanto, a maioria das informações compartilhadas em currículos e portfólios são bem parecidas de um candidato para outro e não são suficientes para que recrutadores tomem decisões certeiras em relação a quem vão entrevistar e, possivelmente, empregar.

Dessa maneira, os perfis das redes sociais se tornaram “filtros” usados pelos recrutadores. Uma espécie de “referência” capaz de indicar os candidatos mais aptos a preencher a vaga.

Há duas nuances quando se trata do poder das mídias sociais na busca por empregos: uma boa e uma ruim.

No início do ano, publicamos um artigo no qual abordamos como as redes sociais podem atrapalhar uma pessoa que busca entrar no mercado de trabalho. Hoje, vamos falar sobre como usar as mídias sociais como aliadas na hora de procurar um emprego.

Recrutadores estão nas mídias sociais

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… e eles vão procurar por você.

Não é mais surpresa que as empresas, bem como seus donos, funcionários e recrutadores estão nas redes sociais. Se hoje em dia as nossas mães – e até mesmo algumas avós – frequentam o universo dos ‘likes’ e ‘follows’, como não esperar isso de um possível empregador?

Dentre todas as redes sociais ativas atualmente, é provável que haja muitos recrutadores utilizando pelo menos 4 delas para filtrar suas listas de candidatos em processos seletivos: Facebook, Twitter, Instagram e LinkedIn. Dificilmente uma pessoa é ativa em apenas uma rede social, então é importante deixar todas elas em dia.

O LinkedIn é uma rede voltada para profissionais, mas não é a única com a qual você deve se preocupar. Aliás, é que você deve se preocupar menos. Pois o recrutador não espera que você vá cometer deslizes ali. Ele está procurando por pistas para escolher as melhores pessoas para a vaga e por razões para excluir aquelas que não cumpririam bem aquele papel. E o melhor lugar para fazer isso é nos perfis pessoais dos candidatos.

Pesquisas indicam que o número de usuários de redes sociais ao redor do mundo cresceu de 1.47 bilhão em 2012 para 1.73 bilhão este ano, o que representa um crescimento de 18%. Dentro desta estatística, nota-se que o Instagram tem atraído usuários na faixa etária dos 35-45 anos – idades condizentes com as de recrutadores e empresários.

Isso mostra que essa checagem dos perfis nas redes sociais por parte de recrutadores é mais que uma possibilidade. Ao visitar um perfil de rede social, um recrutador poderá ter uma ideia, mesmo que vaga, de quem é candidato: o que faz, como se comporta, com que frequência vai a festas, quem são seus amigos, o que pensa sobre o que acontece no mundo, como vai de gramática, o quanto sabe de inglês etc.

Pode ser assustador pensar em quanta informação deixamos disponíveis sobre nós mesmos na internet. Mas, estando nas redes sociais, a cada post, ‘like’ ou ‘follow’, deixamos uma pista de quem somos: do que gostamos, desgostamos, concordamos, discordamos etc.

Com centenas de currículos para analisar e, eventualmente, escolher quem terá a chance de fazer uma entrevista, é natural que o recrutador faça uso desse filtro. Cabe ao candidato pensar na imagem que quer deixar naquele espaço.

A ideia não é mentir sobre quem você quer e criar um rastro de pegadas digitais daquilo o que você pensa que o recrutador quer ver nos seus perfis. O que você deve fazer, enquanto candidato a uma vaga de emprego, é usar as suas redes sociais em favor da sua marca pessoal.

Mídias sociais X personal branding

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Tudo o que você diz, escreve ou publica – na internet e fora dela – integra a sua marca pessoal (personal brand). Nas redes sociais, ela realidade se estende a tudo que você curte e/ou compartilha. No Facebook, qualquer uma das suas curtidas podem aparecer nos feeds  dos seus amigos; e todos os seus compartilhamentos ficam registrados na sua timeline. No Twitter, tudo o que você curte fica registrado na aba de favoritos, que pode ser acessada por qualquer pessoa (a não ser que a sua conta seja privada).

O perigo disso é que muitas vezes nos deixamos levar pela corrente por acreditarmos que um ‘like’ ou um ‘tweet’ são completamente inocentes. Curtimos e ‘favoritamos’ muitas coisas que nem sempre representam exatamente uma crença ou visão de mundo. Às vezes não passa de algo que você viu e achou engraçado, ou talvez um tópico que pensou que merecia atenção, apesar de não ter uma opinião formada a respeito. Fora de contexto, essas pequenas coisas, quando vistas por um possível recrutador, podem “ferir” a sua marca pessoal.

Por isso, não há nada de errado em ser meticuloso com o que você concorda e discorda na internet. Na verdade, é algo que pode colaborar – e muito –  com a sua imagem profissional. Muita gente encara as redes sociais como um lugar de mera descontração. Mas, para quem procura um lugar ao sol no mercado de trabalho, é ali que muitas pessoas vão corroborar a sua imagem profissional. Pode se descontrair, sim. Mas, com cuidado.

Use as mídias sociais para mostrar um diferencial

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Todo bom empreendedor sabe da importância de um bom “diferencial” – aquilo que só você pode oferecer, aquilo que te torna diferente, indispensável. Se você está tentando vender o seu serviço, pode muito bem usar o espaço de cada rede social para mostrar a possíveis empregadores porque eles deveriam lhe contratar.

Pense bem: muitas das vagas de emprego hoje em dia aparecem via anúncios online, sites de recrutamento etc. Se você viu um anúncio, muitas outras pessoas também viram e, assim como você, enviaram um currículo para a empresa. Então, mostre ao recrutador que você é a pessoa certa para a vaga.

Use as suas redes para mostrar que entende da sua profissão, da indústria qual você atua, que está antenado com o que acontece no mundo etc. Ao mesmo tempo, evite postar fotos que possam passar uma imagem equivocada de você, não faça piadas de gosto duvidoso ou crie polêmicas sobre assuntos que não irá conseguir argumentar com clareza e consistência.

Fique na memória do recrutador, mas faça desta uma boa lembrança. Isso aumentará as suas chances de estar no topo da lista de candidatos.

Conclusão

Pode parecer injusto que o seu destino profissional tenha chances de ser definido pelas suas redes sociais. Mas, isso é uma possibilidade no mundo em que vivemos e não dá pra fugir dessa realidade. Nas redes sociais, mostramos o que queremos que os outros vejam e não é surpresa que o mercado de trabalho tenha se apropriado desse ambiente para preencher seus quadros de funcionários.

Assim, sabendo do impacto das redes sociais na nossa imagem profissional, o candidato tem a oportunidade de assumir o controle do que coloca na rede e da marca pessoal que quer construir.

 

Compartilhe nos comentários as suas experiências com as redes sociais na procura por emprego!

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