3 dicas de como escolher a sua pós-graduação

Se a sua promessa de ano-novo é “finalmente investir naquele curso de pós-graduação”, fique atento: a maioria das universidades abre inscrições para seus cursos nessa época do ano (de janeiro a março). Como sabemos que um curso de pós-graduação é um grande investimento para a maioria das pessoas, preparamos um guia para você fazer a escolha certa.

Quando investir em uma pós-graduação

Pesquisas demonstram que uma pós-graduação no currículo pode aumentar a chance de um aumento salarial. Mas qual o momento certo para se fazer o curso? Será que emendar a graduação a uma pós pode ser uma boa jogada? Ou o formando deve investir em experiência e depois partir para um aperfeiçoamento?

A maioria dos especialistas concorda que, se a expectativa não for seguir carreira acadêmica, o primeiro passo é adquirir experiência, para só depois investir em uma pós-graduação. “Se pensarmos em carreira corporativa, dentro de uma empresa ou indústria, é importante que o profissional se concretize inicialmente em uma área, adquirindo experiência, e faça a pós graduação alinhada à função que vem desempenhando e deseja seguir na carreira. Desta forma, o curso torna o profissional mais competitivo”, argumenta Gustavo de Camargo Garcia, Diretor Executivo da Korum, empresa especializada em recolocação profissional e planejamento de carreira.

Ou seja: se você acabou de se formar, invista seu tempo em sua carreira, aprenda com os colegas mais experientes, busque novos desafios dentro de seu emprego e defina em qual área você quer atuar antes de investir em um curso de pós-graduação. Mas se você já se formou há algum tempo e quer aprofundar-se, aperfeiçoando-se na função que está desempenhando, é hora de dar o próximo passo:

Escolhendo o curso certo

Pra começar, perceba que, por ser um curso muito específico, a pós-graduação precisa estar alinhada à função que você vem desempenhando. Um agrônomo que vem trabalhando com mercado de compra e venda de soja se beneficiará mais com uma pós-graduação em agronegócio, por exemplo, do que com um curso mais voltado para o atendimento ao produtor. E isso vale para qualquer carreira.

Nesse sentido, é importante analisar a estrutura curricular do curso, pois cursos com o mesmo nome podem ter ênfases diferentes. Como no o exemplo do agrônomo que trabalha com soja: um curso de agronegócio com ênfase em indústria sucroalcooleira não interessará a esse profissional, não é mesmo? Observe, também, se o currículo do curso é atualizado e satisfaz as suas expectativas,fique atento à carga-horária das disciplinas e cronograma de realização do curso (mesmo os programas a distância tem momentos presenciais) e, principalmente, se você terá condições de cumprir esses compromissos.

Outros aspectos importantes a serem observados:

  • Se o corpo docente é qualificado para ministrar o curso. Para conferir o currículo de professores de ensino superior, consulte a Plataforma Lattes. Confira experiência profissional e se maioria dos docentes do curso desejado é mestre ou doutor.
  • A universidade/faculdade é credenciada para oferecer a pós-graduação. Para certificar-se, consulte a página do MEC. Para não ter problemas com certificados que nunca são entregues, uma boa busca em sites como o Reclame Aqui pode ajudar.
  • Outro detalhe a ser considerado é a tradição da universidade/faculdade em sua área do conhecimento. Não que seja determinante, mas a tradição da instituição na área pretendida colabora para que o corpo docente tenha mais qualidade e para que o currículo esteja sempre atualizado.

Vale a pena sair do país?

Se surgir uma oportunidade de se aperfeiçoar no exterior, não a deixe escapar! Mesmo se você tiver que ficar fora do mercado de trabalho durante o período do curso, a experiência compensa. “Não só pela questão óbvia de tornar o currículo mais atrativo fazendo a pós-graduação no exterior, mas também é importante se levar em conta a questão da vivência multicultural que é adquirida durante a estadia em outro país”, explica Gustavo de Camargo Garcia, diretor da Korum. “A convivência com pessoas com hábitos diferentes, cidades com regras e padrões diferentes, sempre vale a pena. A pessoa ganha história pra contar, experiências interessantes, mostra maturidade, flexibilidade em se adaptar em situações adversas e a mudanças”, finaliza.

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